Preço da soja recua em outubro após cinco meses seguidos de alta
Indicador Cepea/Esalq para Paranaguá (PR) cai com a expectativa de produção recorde na safra 2026/27, mas ainda acumula alta na comparação anual.
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Resumo
Indicador Cepea/Esalq para Paranaguá (PR) cai com a expectativa de produção recorde na safra 2026/27, mas ainda acumula alta na comparação anual.

O preço da soja recuou ao longo de outubro, depois de encerrar setembro perto da máxima do ano, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. O indicador Cepea/Esalq para o porto de Paranaguá, no Paraná, chegou a R$ 155,55 por saca no fechamento de 26 de outubro, após ter recuado a R$ 151,92 em 22 de outubro.
Na comparação mensal, a cotação acumula queda de cerca de 3,7%, embora ainda esteja em patamar superior ao registrado há um ano. O recuo acompanha a expectativa de produção recorde na safra 2026/27, que deve pressionar as cotações no mercado interno e no exterior.
Pressão da nova safra
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a colheita de soja 2026/27 deve somar 181,6 milhões de toneladas, alta de 0,7% sobre a safra anterior, com Mato Grosso e Paraná respondendo por mais de 60% da área plantada do grão no país.
Ao mesmo tempo, o plantio da nova safra avança pelo país. Segundo a consultoria AgRural, citada por veículos do setor, a semeadura da soja 2026/27 passou de 15% para mais de 30% da área prevista em poucas semanas, com ritmo distinto entre regiões: enquanto o Paraná lidera o avanço, Mato Grosso e o Matopiba ainda enfrentam atrasos ligados às condições do solo e à irregularidade das chuvas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou boletim agroclimático para o trimestre de outubro a dezembro apontando clima dividido no país, com chuvas acima da média no Sul e condições mais secas em parte do Centro-Oeste, variações que devem continuar influenciando tanto o ritmo do plantio quanto o comportamento dos preços nas próximas semanas.
As exportações de soja em grãos na safra 2026/27 estão estimadas pela Conab em 117,97 milhões de toneladas, crescimento de 1,5% sobre o ciclo anterior.