Café arábica cai abaixo de 300 centavos em Nova York e pressiona preços no Brasil
Contrato de dezembro da bolsa de Nova York recuou para a casa de 293 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o recuo do dólar também pesou sobre as cotações internas.
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Resumo
Contrato de dezembro da bolsa de Nova York recuou para a casa de 293 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o recuo do dólar também pesou sobre as cotações internas.

O preço do café arábica no mercado internacional recuou nos últimos dias de outubro, com o contrato de dezembro da bolsa de Nova York operando abaixo de 300 centavos de dólar por libra-peso, patamar que não era visto havia semanas. A queda, somada ao recuo do dólar frente ao real, pressionou também as cotações no mercado brasileiro.
Segundo o indicador Cepea/Esalq, o preço do café arábica no mercado físico brasileiro fechou a R$ 1.601,95 por saca em 23 de outubro, queda de 1,11% em relação ao pregão anterior, embora ainda acumule alta de 1,59% no mês.
Fatores do recuo
Analistas do setor atribuem o movimento de queda à combinação entre a valorização do real frente ao dólar, que reduz o incentivo à exportação em moeda local, e a perspectiva de oferta global mais confortável para a nova safra. O comportamento acompanha a tendência observada em outras commodities agrícolas nas últimas semanas.
O café é um dos principais produtos da pauta agropecuária brasileira. Segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária, o grão responde por cerca de 7,4% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do país, atrás apenas de soja, milho e cana-de-açúcar entre os produtos agrícolas.
Apesar da oscilação recente, o preço do café segue em patamar elevado na comparação histórica, o que tem sustentado a renda de produtores em regiões cafeeiras de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, principais estados produtores do grão no país.