Preço do milho cai 6,5% em outubro e chega a R$ 64,24 em Campinas
Indicador Cepea/Esalq/B3 recua com a entrada da nova safra e as boas condições de plantio em parte do país, apesar de leve recuperação no fim do mês.
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Resumo
Indicador Cepea/Esalq/B3 recua com a entrada da nova safra e as boas condições de plantio em parte do país, apesar de leve recuperação no fim do mês.

O preço do milho recuou 6,5% em outubro, segundo o indicador Cepea/Esalq/B3 para Campinas (SP), que fechou o mês cotado a R$ 64,24 por saca de 60 quilos em 26 de outubro. A queda reflete, segundo analistas do setor, a entrada gradual da nova safra no mercado e a melhora nas condições de plantio em parte do país.
Em 27 de outubro, o indicador voltou a subir 0,98%, para R$ 64,87, movimento atribuído à retomada pontual da demanda por parte da indústria e de exportadores, mas a cotação ainda acumula perda de mais de 5% na comparação mensal.
Produção em alta
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta aumento de 2,4% na produção de milho na safra 2026/27, com volume total podendo chegar a 148 milhões de toneladas, impulsionado pelo crescimento de 4,9% na área semeada em relação ao ciclo anterior. As exportações do cereal estão estimadas em 43,9 milhões de toneladas.
Parte da produção adicional deve ser absorvida pelo mercado interno, que segundo a Conab deve crescer 6,6% por causa do aumento da produção de etanol de milho, modalidade que vem ganhando espaço especialmente em Mato Grosso e no Centro-Oeste.
O comportamento do dólar também influencia as cotações do cereal, já que parte relevante da produção brasileira é destinada à exportação. Produtores e tradings acompanham de perto o ritmo da colheita da safra de verão e o avanço do plantio da segunda safra, que costuma concentrar a maior parte da produção nacional de milho.