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Atualizado 28/10/2026 08h15
Foz do Iguaçu

Itaipu fecha vertedouro após 26 dias para conter pico da cheia do Rio Iguaçu em Foz do Iguaçu

O fechamento, no domingo (25) às 17h32, busca ampliar o armazenamento de água no reservatório diante da previsão de o Rio Iguaçu atingir vazão próxima de 20 milhões de litros por segundo nesta região de fronteira.

Resumo

O fechamento, no domingo (25) às 17h32, busca ampliar o armazenamento de água no reservatório diante da previsão de o Rio Iguaçu atingir vazão próxima de 20 milhões de litros por segundo nesta região de fronteira.

Vista aérea da usina hidrelétrica de Itaipu
Imagem ilustrativa: vista aérea da usina de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai. — Foto: acediscovery/Wikimedia Commons · Licença: CC BY 4.0

A Itaipu Binacional fechou o vertedouro da usina no domingo (25), às 17h32, após 26 dias seguidos de operação. A medida busca reduzir a vazão de água liberada pela usina e ampliar o armazenamento no reservatório diante da cheia do Rio Iguaçu, que deveria atingir seu pico na segunda-feira (26), com vazão próxima de 20 milhões de litros por segundo.

A estratégia operacional da usina tem como objetivo amenizar os efeitos da cheia sobre o Rio Paraná, especialmente nas regiões de Foz do Iguaçu, no Brasil, e Ciudad del Este, no Paraguai, cidades vizinhas que compartilham a bacia hidrográfica afetada pelas chuvas intensas do mês de outubro.

Com o fechamento do vertedouro, a previsão de Itaipu era de que o nível do reservatório da usina subisse mais de 70 centímetros entre o domingo e a quarta-feira seguinte. Segundo estimativas da própria operação, o controle da liberação de água evitou uma elevação de até quatro metros no nível do Rio Paraná na região de fronteira.

Apesar do fechamento do vertedouro, a geração de energia elétrica da usina continuou normalmente, conforme as orientações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), no Brasil, e da Administración Nacional de Electricidad (ANDE), no Paraguai. A operação busca conciliar a produção de energia com o controle do volume de água no reservatório, considerando as condições de cheia dos rios da região.

A manobra integra uma série de medidas preventivas adotadas por Itaipu ao longo de outubro para reduzir os impactos das chuvas volumosas registradas no Paraná, que elevaram os níveis dos rios Iguaçu e Paraná e provocaram alagamentos em bairros de Foz do Iguaçu e de Ciudad del Este.

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