Remoção de enxames de abelhas pela Sema cresce 47% em Londrina em 2026
De janeiro a setembro, a Secretaria Municipal do Ambiente atendeu 256 chamados de resgate de colmeias, ante 174 no mesmo período do ano passado, e já supera o total registrado em todo o ano anterior.
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Resumo
De janeiro a setembro, a Secretaria Municipal do Ambiente atendeu 256 chamados de resgate de colmeias, ante 174 no mesmo período do ano passado, e já supera o total registrado em todo o ano anterior.

As abelhas, vespas e marimbondos têm grande importância para o meio ambiente, mas, no espaço urbano, os enxames podem representar risco para a população. De janeiro a setembro deste ano, os resgates de colmeias realizados pela Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), aumentaram 47% na comparação com o mesmo período do ano passado.
A retirada de enxames por apicultores contratados pela Sema é feita em duas situações: quando estão localizados em espaços públicos, como ruas, praças e escolas, ou em imóveis particulares de moradores inseridos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Em outras situações, o morador deve contratar um profissional particular para a remoção.
Em 2025, nos nove primeiros meses do ano, a Prefeitura de Londrina atendeu 174 chamados dessa natureza. De janeiro a setembro de 2026, foram 256 pedidos atendidos pelo município. O número de ocorrências contabilizado pela Sema neste ano já supera o total registrado em todo o ano anterior, que foi de 242 solicitações.
Todas as solicitações passam por uma avaliação prévia da equipe da Gerência de Parques e Biodiversidade (GPBio) da pasta, responsável por verificar o local e orientar sobre o atendimento adequado. O órgão reforça que os enxames não devem ser removidos ou eliminados pelos próprios moradores.
As abelhas desempenham um papel fundamental para o equilíbrio ambiental, especialmente na polinização, e sua importância ecológica deve ser considerada nas ações de manejo. O extermínio de abelhas e a destruição de colmeias podem configurar crimes ambientais, conforme as circunstâncias e a legislação aplicável.
João Paulo Dias, gerente da GPBio/Sema
A manipulação de colmeias envolve riscos e deve ser feita por profissionais capacitados, com equipamentos de proteção adequados e técnicas que priorizem a segurança das pessoas e a preservação dos animais, segundo a Sema.