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Atualizado 28/10/2026 08h15
Londrina

Londrina inicia nova etapa de soltura de mosquitos com a bactéria Wolbachia contra a dengue

Seis equipes da Vigilância Ambiental vão visitar semanalmente quase quatro mil pontos pré-determinados em 47 bairros ao longo de cerca de seis meses, distribuindo mais de um milhão de mosquitos por semana.

Resumo

Seis equipes da Vigilância Ambiental vão visitar semanalmente quase quatro mil pontos pré-determinados em 47 bairros ao longo de cerca de seis meses, distribuindo mais de um milhão de mosquitos por semana.

Mosquito Aedes aegypti pousado sobre uma folha
O mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, alvo do método Wolbachia — Foto: Wee Hong/Wikimedia Commons · Licença: CC BY-SA 4.0

Seis equipes da Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde de Londrina já estão em campo, de terça a sexta-feira, atuando na soltura dos mosquitos criados com a bactéria Wolbachia. O método tem como objetivo reduzir a circulação do vírus da dengue e de outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Ao longo de aproximadamente seis meses, os profissionais vão visitar semanalmente 3.890 pontos pré-determinados para a soltura dos chamados "wolbitos" em 47 bairros da cidade. A cada semana, mais de um milhão de mosquitos devem ser distribuídos pelas diferentes regiões de Londrina.

Ao cruzar com os insetos já existentes no ambiente urbano, os novos mosquitos gerados reduzem gradualmente a capacidade de transmissão de doenças da população local. Os mosquitos com Wolbachia são desenvolvidos em um Núcleo de Produção mantido pela Prefeitura de Londrina, que também atende a demanda do projeto na vizinha Cambé, com financiamento do Ministério da Saúde e coordenação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo o gerente da Vigilância Ambiental em Londrina, Nino Ribas, esta é a segunda etapa do projeto no município, o que deve elevar a cobertura a praticamente 100% da área urbana. "Nos bairros que receberam a primeira etapa, nós temos ainda hoje uma presença de 85% de circulação dos mosquitos protegidos com a bactéria Wolbachia", explicou.

O gestor reforçou que a tecnologia atua em conjunto com outras ações de combate à dengue, como o monitoramento de armadilhas espalhadas pela cidade, visitas domiciliares e fiscalização em pontos estratégicos.

No Jardim Tokio, zona oeste, onde a primeira soltura da nova etapa foi realizada na manhã desta terça-feira (27), moradores receberam bem a chegada dos mosquitos do método Wolbachia e afirmaram que vão manter os cuidados domésticos contra focos do mosquito.

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