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Atualizado 28/10/2026 08h15
Flávio Bolsonaro

Moraes proíbe Flávio Bolsonaro de deixar o país e manda entregar passaportes

A decisão, tomada em segredo de Justiça e divulgada pelo próprio senador, integra inquérito do STF em que ele e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro.

Resumo

A decisão, tomada em segredo de Justiça e divulgada pelo próprio senador, integra inquérito do STF em que ele e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro.

Flávio Bolsonaro fala com jornalistas após ser derrotado no segundo turno das eleições
Flávio Bolsonaro fala com jornalistas após o segundo turno das eleições de 2026 — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil · Licença: CC BY 3.0 BR

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de deixar o país e determinou que ele entregasse seus passaportes à Polícia Federal (PF), segundo informou a Agência Brasil. A decisão está em segredo de Justiça e foi tornada pública pelo próprio senador em suas redes sociais.

A ordem judicial integra o processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados no STF por suspeita de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas (bets). Na semana anterior, Moraes havia determinado o bloqueio de até R$ 6 bilhões de Willer Tomaz.

Hoje de manhã, eu fui visitar meu pai. Quando eu estava saindo, a Polícia Federal estava na porta da casa dele e, no meio da rua, eu fui intimado a entregar meus passaportes e também estou proibido de deixar o país

Flávio Bolsonaro, em vídeo nas redes sociais

Segundo a apuração preliminar da PF, Flávio seria beneficiário de recursos da Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, também investigada pela corporação. O senador questionou a decisão de Moraes.

Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça? Essa decisão foi tomada no domingo à noite, logo depois do resultado da eleição

Flávio Bolsonaro, em vídeo nas redes sociais

Contexto eleitoral

A decisão veio dois dias depois de Flávio ser derrotado no segundo turno das eleições presidenciais pelo presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por uma diferença de mais de 4,4 milhões de votos. Em seu discurso após a apuração, o senador não reconheceu o resultado e anunciou que pediria a anulação do pleito.

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