TSE nega acusação de Flávio Bolsonaro sobre retirada de fiscais da sala-cofre
O tribunal afirmou ser falsa a declaração do senador de que fiscais do PL teriam sido expulsos da sala-cofre durante a apuração do segundo turno.
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Resumo
O tribunal afirmou ser falsa a declaração do senador de que fiscais do PL teriam sido expulsos da sala-cofre durante a apuração do segundo turno.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou, em nota, ser falsa a declaração do candidato derrotado no segundo turno das eleições presidenciais, senador Flávio Bolsonaro, de que fiscais de seu partido, o PL, teriam sido expulsos da sala-cofre da Corte durante a apuração, segundo informou a Agência Brasil.
A sala-cofre do TSE não é um espaço aberto à visitação. Todas as demais unidades e áreas do Tribunal, como a Sala de Totalização, podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público, entre outros
Nota divulgada pelo TSE
Segundo a nota do tribunal, dois fiscais do PL estiveram de fato no TSE, onde acompanharam o Teste de Integridade das Urnas, realizado no subsolo do edifício-sede, em Brasília, além de terem visitado a Sala de Totalização e a Sala dos Partidos Políticos, no quinto andar do prédio.
Há registro de presença nos locais visitados, além de filmagem na Sala de Totalização, que comprovam o acesso livre dos fiscais às unidades do TSE
Nota divulgada pelo TSE
Contexto
A acusação havia sido feita por Flávio em discurso à imprensa, horas depois de o TSE confirmar a vitória de Lula com 51,79% dos votos válidos. No mesmo pronunciamento, o senador disse ser "impossível" reconhecer a derrota, alegando que a prorrogação do horário de votação, decidida pelo ministro do STF Cristiano Zanin a pedido de ambas as campanhas, teria rompido a isonomia entre os eleitores.