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Atualizado 28/10/2026 08h15
Curitiba

Queda de galho na Praça Osório fere homem e reacende debate sobre arborização

Vítima de 24 anos sofreu luxação no tornozelo ao ser atingida enquanto estava sentada em um banco; é o terceiro acidente com árvores no local em quatro meses.

Resumo

Vítima de 24 anos sofreu luxação no tornozelo ao ser atingida enquanto estava sentada em um banco; é o terceiro acidente com árvores no local em quatro meses.

Vista da Praça Osório, no Centro de Curitiba
Imagem ilustrativa: Praça Osório, no Centro de Curitiba — Foto: Bruna cs/Wikimedia Commons · Licença: CC BY 2.0

Mais uma queda de galho de árvore na Praça Osório, no Centro de Curitiba, deixou uma pessoa ferida e reacendeu o debate sobre a necessidade de rever a política de manejo da arborização urbana da capital. O acidente ocorreu na sexta-feira (23), quando um homem de 24 anos estava sentado em um banco e foi atingido pelo galho.

A vítima sofreu uma luxação no tornozelo e foi encaminhada ao Hospital XV, especializado em ortopedia e traumatologia. Segundo o cabo Lourival Filho, do Corpo de Bombeiros, o homem teve sorte porque o galho atingiu apenas o pé. “Ele deu muita sorte”, afirmou o bombeiro, ao observar que o resultado poderia ter sido mais grave caso a estrutura tivesse atingido a cabeça da vítima.

Sequência de acidentes

O episódio é o terceiro registrado na praça em poucos meses. Em junho, uma jovem de 22 anos foi atingida por um galho durante a Feira de Inverno, sofreu fraturas na coluna e lesão na medula espinhal, ficando internada por mais de um mês. Em outubro, outro acidente envolvendo a queda de um galho de grande porte atingiu um carro estacionado e feriu uma mulher durante um temporal.

Após as ocorrências anteriores, a Prefeitura informou que a praça já havia passado por vistorias e serviços de poda, com cerca de 100 árvores recebendo intervenções e outras seis sendo removidas preventivamente. Mesmo assim, os novos episódios levantam dúvidas sobre a eficácia dos procedimentos adotados até aqui.

Muitas árvores da Praça Osório têm mais de 40 anos, e especialistas apontam que exemplares antigos precisam de acompanhamento técnico contínuo, com avaliação do tronco, das raízes e da copa, além da verificação da presença de erva-de-passarinho, planta parasita que pode comprometer a estrutura de algumas espécies.

A Praça Osório é um dos espaços tradicionais de convivência da capital, frequentado por moradores, trabalhadores e turistas. A sucessão de acidentes tem levado o poder público a avaliar se as medidas atuais de manejo são suficientes para garantir segurança sem comprometer a arborização do espaço.

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