Polícia Civil de Sergipe deflagra operação contra grupo que furtava celulares em grandes eventos
A Operação Acesso Negado, iniciada a partir de um furto no Pré-Caju de 2025 em Aracaju, cumpriu mandados de prisão e busca em Natal após identificar uma estrutura criminosa que atuava em festas de vários estados.
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Resumo
A Operação Acesso Negado, iniciada a partir de um furto no Pré-Caju de 2025 em Aracaju, cumpriu mandados de prisão e busca em Natal após identificar uma estrutura criminosa que atuava em festas de vários estados.

Equipes da Delegacia de Proteção ao Turista (Detur) da Polícia Civil de Sergipe, com apoio do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), deflagraram nesta quarta-feira (28) a Operação Acesso Negado, para desarticular um grupo suspeito de furtar celulares em grandes eventos.
A ação foi executada em Natal (RN), com o apoio da Polícia Civil potiguar, e teve como alvo o cumprimento de 14 mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão contra integrantes do grupo investigado.
Investigação nasceu em Aracaju
O caso começou a partir do furto de um celular durante o Pré-Caju de 2025, em Aracaju. O rastreamento do aparelho levou investigadores a uma hospedagem usada por pessoas que teriam viajado de outro estado especialmente para participar da festa.
A partir dessa pista, a Polícia Civil identificou veículos, locações e pagamentos de hospedagem vinculados ao grupo, além de outros elos entre os suspeitos. Segundo a investigação, a organização planejava viagens para festas e grandes eventos em diferentes estados, com divisão de tarefas entre quem furtava os aparelhos e quem cuidava do transporte e da guarda temporária dos celulares.
Suspeita de acesso a contas das vítimas
A apuração também encontrou indícios de uma etapa posterior aos furtos, com conversas sobre retirada de contas dos proprietários, consultas a números de IMEI e de série, formatação de aparelhos e negociações com possíveis compradores e receptadores.
Durante as diligências, a polícia encontrou registros relacionados a chamadas automatizadas e modelos de voz, materiais que podem ser compatíveis com práticas de vishing, fraude que usa ligações simuladas para induzir vítimas a fornecer dados e códigos. Segundo a corporação, essa hipótese ainda depende de análise técnica.
A Polícia Civil orienta vítimas de furto ou roubo de celular a registrar ocorrência e preservar o número de IMEI e os dados de rastreamento do aparelho, informações que podem ajudar na identificação dos dispositivos.