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Atualizado 28/10/2026 08h15
Sergipe

Polícia Civil de Sergipe deflagra operação contra grupo que furtava celulares em grandes eventos

A Operação Acesso Negado, iniciada a partir de um furto no Pré-Caju de 2025 em Aracaju, cumpriu mandados de prisão e busca em Natal após identificar uma estrutura criminosa que atuava em festas de vários estados.

Resumo

A Operação Acesso Negado, iniciada a partir de um furto no Pré-Caju de 2025 em Aracaju, cumpriu mandados de prisão e busca em Natal após identificar uma estrutura criminosa que atuava em festas de vários estados.

Viaturas policiais estacionadas lado a lado no Brasil
Imagem ilustrativa: viaturas policiais brasileiras — Foto: André Gustavo Stumpf/Wikimedia Commons · Licença: CC BY 2.0

Equipes da Delegacia de Proteção ao Turista (Detur) da Polícia Civil de Sergipe, com apoio do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), deflagraram nesta quarta-feira (28) a Operação Acesso Negado, para desarticular um grupo suspeito de furtar celulares em grandes eventos.

A ação foi executada em Natal (RN), com o apoio da Polícia Civil potiguar, e teve como alvo o cumprimento de 14 mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão contra integrantes do grupo investigado.

Investigação nasceu em Aracaju

O caso começou a partir do furto de um celular durante o Pré-Caju de 2025, em Aracaju. O rastreamento do aparelho levou investigadores a uma hospedagem usada por pessoas que teriam viajado de outro estado especialmente para participar da festa.

A partir dessa pista, a Polícia Civil identificou veículos, locações e pagamentos de hospedagem vinculados ao grupo, além de outros elos entre os suspeitos. Segundo a investigação, a organização planejava viagens para festas e grandes eventos em diferentes estados, com divisão de tarefas entre quem furtava os aparelhos e quem cuidava do transporte e da guarda temporária dos celulares.

Suspeita de acesso a contas das vítimas

A apuração também encontrou indícios de uma etapa posterior aos furtos, com conversas sobre retirada de contas dos proprietários, consultas a números de IMEI e de série, formatação de aparelhos e negociações com possíveis compradores e receptadores.

Durante as diligências, a polícia encontrou registros relacionados a chamadas automatizadas e modelos de voz, materiais que podem ser compatíveis com práticas de vishing, fraude que usa ligações simuladas para induzir vítimas a fornecer dados e códigos. Segundo a corporação, essa hipótese ainda depende de análise técnica.

A Polícia Civil orienta vítimas de furto ou roubo de celular a registrar ocorrência e preservar o número de IMEI e os dados de rastreamento do aparelho, informações que podem ajudar na identificação dos dispositivos.

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