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Atualizado 28/10/2026 08h15
Guaratuba

Adapar suspende temporariamente retirada de ostras em Guaratuba por causa de toxina

Nota técnica da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná identificou ficotoxinas acima do limite seguro em amostras de ostras do município.

Resumo

Nota técnica da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná identificou ficotoxinas acima do limite seguro em amostras de ostras do município.

Pesca amadora em área de cultivo na Baía de Guaratuba
Imagem ilustrativa: atividade pesqueira na Baía de Guaratuba, onde a Adapar monitora moluscos bivalves — Foto: Laertes Pavin/Wikimedia Commons · Licença: CC BY 2.0

A Prefeitura de Guaratuba informou que recebeu, na sexta-feira (23), a Nota Técnica 03/2026 da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), do Departamento de Saúde Animal, sobre a identificação de concentrações de ficotoxinas do grupo do ácido okadaico acima do limite permitido para consumo humano em amostras de ostras das áreas de cultivo do município.

As análises foram realizadas no âmbito do Programa Nacional de Moluscos Bivalves Seguros (MoluBiS). Produzida pela microalga Dinophysis, a toxina pode se acumular em moluscos bivalves como ostras, mexilhões, vieiras e berbigões, e seu consumo pode causar intoxicação alimentar, com sintomas como diarreia, náuseas, vômitos e dores abdominais.

Suspensão temporária

Para proteger a saúde pública, a Adapar determinou a suspensão temporária da retirada de ostras destinadas ao consumo nas áreas afetadas. A restrição vale para os locais identificados nos atos de interdição e deve permanecer vigente até que os resultados do monitoramento laboratorial permitam a retomada da atividade, conforme os procedimentos previstos em legislação.

As demais áreas de produção monitoradas no município continuam sujeitas à avaliação sanitária regular, e a liberação para retirada depende dos resultados oficiais do programa de monitoramento.

Desde 2024, a Adapar acompanha a qualidade sanitária de moluscos bivalves no litoral paranaense por meio de coletas periódicas de água e moluscos, com o objetivo de identificar riscos à saúde pública e garantir a segurança dos produtos destinados ao consumo.

A Agência informou que vai intensificar o monitoramento nas áreas afetadas, com novas coletas para avaliar as concentrações de ficotoxinas, e que divulgará novas informações sobre as condições sanitárias e a eventual liberação das áreas interditadas em Guaratuba.

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