Brasil tem 20,3 milhões de superendividados, aponta Banco Central
O número de brasileiros em situação de endividamento de risco cresceu 75% em cinco anos e chegou a 20,3 milhões em junho, segundo relatório do BC.
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Resumo
O número de brasileiros em situação de endividamento de risco cresceu 75% em cinco anos e chegou a 20,3 milhões em junho, segundo relatório do BC.

O Banco Central informou que o número de brasileiros em situação de endividamento de risco chegou a 20,3 milhões em junho deste ano, um avanço de 75% em cinco anos. O dado consta no Relatório de Estabilidade Financeira divulgado nesta semana pela autoridade monetária.
Segundo o levantamento, esse contingente representa 17% de todos os devedores do Sistema Financeiro Nacional. Entre quem ganha até dois salários mínimos, faixa que reúne 61,2 milhões de pessoas, o comprometimento da renda com dívidas chegou a 42% em junho.
Novas medidas em estudo
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse que a instituição pretende anunciar novas iniciativas ainda este ano, voltadas sobretudo a consumidores que já usam o crédito rotativo do cartão ou têm atrasos significativos no pagamento das dívidas.
A preocupação que existe é nessas modalidades, em que estamos assistindo crescimento de maneira pouco sensível a preço.
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central
Para classificar um consumidor como endividado de risco, o BC usa quatro critérios e considera suficiente que pelo menos dois sejam atendidos: atraso superior a 90 dias em parcelas, comprometimento de mais de 50% da renda mensal com dívidas, uso simultâneo de cheque especial, crédito pessoal sem consignação e rotativo, ou renda restante abaixo da linha de pobreza após o pagamento das dívidas.
Regras já anunciadas
- Bloqueio de publicidade e propostas ativas de crédito, a pedido do consumidor
- Ofertas a clientes vulneráveis dependerão de autorização prévia e específica
- Painéis digitais com informações sobre dívidas a partir de julho de 2027
- Limites para ofertas de empréstimo durante transações feitas pelo Pix
As novas regras de bloqueio de ofertas entram em vigor em 31 de março de 2027, segundo o cronograma já publicado pelo Banco Central.