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Atualizado 28/10/2026 08h15
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Brasil tem 20,3 milhões de superendividados, aponta Banco Central

O número de brasileiros em situação de endividamento de risco cresceu 75% em cinco anos e chegou a 20,3 milhões em junho, segundo relatório do BC.

Resumo

O número de brasileiros em situação de endividamento de risco cresceu 75% em cinco anos e chegou a 20,3 milhões em junho, segundo relatório do BC.

Cédulas e moedas de real espalhadas sobre uma superfície
Imagem ilustrativa: dinheiro em reais, moeda nacional — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil · Licença: CC BY 3.0 BR

O Banco Central informou que o número de brasileiros em situação de endividamento de risco chegou a 20,3 milhões em junho deste ano, um avanço de 75% em cinco anos. O dado consta no Relatório de Estabilidade Financeira divulgado nesta semana pela autoridade monetária.

Segundo o levantamento, esse contingente representa 17% de todos os devedores do Sistema Financeiro Nacional. Entre quem ganha até dois salários mínimos, faixa que reúne 61,2 milhões de pessoas, o comprometimento da renda com dívidas chegou a 42% em junho.

Novas medidas em estudo

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse que a instituição pretende anunciar novas iniciativas ainda este ano, voltadas sobretudo a consumidores que já usam o crédito rotativo do cartão ou têm atrasos significativos no pagamento das dívidas.

A preocupação que existe é nessas modalidades, em que estamos assistindo crescimento de maneira pouco sensível a preço.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central

Para classificar um consumidor como endividado de risco, o BC usa quatro critérios e considera suficiente que pelo menos dois sejam atendidos: atraso superior a 90 dias em parcelas, comprometimento de mais de 50% da renda mensal com dívidas, uso simultâneo de cheque especial, crédito pessoal sem consignação e rotativo, ou renda restante abaixo da linha de pobreza após o pagamento das dívidas.

Regras já anunciadas

  • Bloqueio de publicidade e propostas ativas de crédito, a pedido do consumidor
  • Ofertas a clientes vulneráveis dependerão de autorização prévia e específica
  • Painéis digitais com informações sobre dívidas a partir de julho de 2027
  • Limites para ofertas de empréstimo durante transações feitas pelo Pix

As novas regras de bloqueio de ofertas entram em vigor em 31 de março de 2027, segundo o cronograma já publicado pelo Banco Central.

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